Mundo-festa
Sólida a mureta do mundo em festa, só a sombra no calcanhar da semana segreda prazeres por vezes empedrados, melhores quando copulativos, acelerados e dissonantes, ou azuis nas gargantas do ouvido.
Dessa falta de sol e daqueles ritmados sussurros, enormes blocos de gelo emergem da cabeça - que enquanto festeja é pura água. A picareta é brandida ainda durante os passos entre janelas.
O âmago é um lugar nunca tocado pelo sol - é casa. Lá o gelo vira samotrácia e vênus, descansa o espírito e esquece que a semana tem escalpe.
Lá a festa deixa de existir.
Mostrando postagens com marcador poemas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poemas. Mostrar todas as postagens
sábado, 21 de março de 2009
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
PROPOSTA 001: poema de Vagno Fernandes
PASSAGEIRO 37
Tranquilizado,
bilhete de ônibus na mão,
assento numerado.
Entra, senta, partida -
indivíduo 37,
seguro de sua passagem
e das rodas que não são suas
que o carrega.
Serão 8h30 de viagem
certo de que,
quando pausarem,
e depois de sonolento recorrer ao banheiro do posto de gasolina,
quanto retornar,
poderá encontrar sua poltrona, só sua...
estofada e assim
Mais seis horas sob porte de um bilhete na suas mãos
(Vagno Fernandes)
Tranquilizado,
bilhete de ônibus na mão,
assento numerado.
Entra, senta, partida -
indivíduo 37,
seguro de sua passagem
e das rodas que não são suas
que o carrega.
Serão 8h30 de viagem
certo de que,
quando pausarem,
e depois de sonolento recorrer ao banheiro do posto de gasolina,
quanto retornar,
poderá encontrar sua poltrona, só sua...
estofada e assim
Mais seis horas sob porte de um bilhete na suas mãos
(Vagno Fernandes)
Assinar:
Postagens (Atom)